15.7.09

Fiat Lux: ja temos directora geral da juventude

De facto já temos directora geral da juventude e o "a" não é equilibrio de género que está muito em voga actualmente: é directora mesmo.
Quem adivinhar tem um "drops", convertido em "rapuxada"...

10.7.09

A insustentável leveza do Gérson...

O Gérson é demais, começo a pensar que se ele não existisse a gente mandava inventar ele...nem que fosse de papel!!
Depois de quase declarar o 3 de Julho feriado nacional, pela esperança nele criada - num desvario que mais parece aquelas menininhas de coro, ansiosas por "aquele momento" - vem com um papo furado, "maior 171" pra cima da gente com esse negócio de acreditar e querer ser melhor e qual Madalena arrependida, diz que vai "recomeçar do zero".Gérson, todo mundo já viu qual é a tua: tu quer ser melhor mas é babando o ovo da galera!
A última dele foi um "grito de alerta", chovendo no molhado. Mas te faço uma confissão aqui meu "broder", tu é cara de pau "memo" e eu tenho uma ponta de inveja desse tua coluna invertebrada: depois que todo mundo falou do negócio da luz, teve opinião de um lado e de outro, tu vem com o papo de que já tinha dito, já sabia..isso é chover no molhado "cumpadi"!
Bom final de semana porque eu sei que tu é chegado!

9.7.09

Cabo Verde e a Campanha do Laço Branco

No ano de 1989, um jovem de 25 anos invadiu uma Escola Polítécnica em Montreal, Canadá, separou homens de mulheres e chacinou 14 destas, com o argumento de que a Engenharia era um curso vocacionado para homens. Dois anos depois foi lançada a campanha do Laço Branco, que vem se alastrando pelo mundo, contando agora com cerca de 80 países. Chegou a vez de Cabo Verde!
Com a intermediação do ICIEG, decorre na Praia, desde segunda feira uma formação com o objectivo de capacitar jovens para o combate à violência baseada no género (vbg). Tem sido, ao longo destes dias, momentos de troca de experiências, de vivências, mas tem sido sobretudo uma oportunidade de descontruirmos alguns preconceitos sexistas enraizados e o mais importante, identificar estratégias de combate a este fenómeno que continua a ser presente no mundo e mesmo na nossa sociedade...

Ainda o vazio...

Continuamos sem Director(a) Geral da Juventude. Algo vai mal lá pelos lados da Juventude e Desportos. Carência de quadros ou incapacidade do responsável da tutela em tomar um decisão tão importante? Bem, quadros eu sei que os há...muitos, jovens e de qualidade. Então, acho que a resposta já temos...

2.7.09

A democracia, o Kumba Yalá e os kumbas, de cá...

Da Guiné Bissau chegam-nos ecos de que Kumba aceitou os resultados e concorda com eles, por isso vai à segunda volta, para ganhar! A pergunta que fazemos é: e se na segunda volta não ganhar, como espera, será que aceita o veredicto popular e a verdade das urnas? É perversa esta abordagem da democrcia, na qual ela funciona, e é de acordo com a lei quando nos favorece. Em Cabo Verde também temos os nosso "Kumbas" de serviço, prontos a pôr em causa o sistema, em caso de derrota e a vangloriar-se, quando o resultado lhes é de feição.


A democracia não se compadece com essas práticas e o nosso percurso enquanto país democrático não nos permite estas posturas. Muitas vezes me deparo com o discurso do receio sobre um possivel retorno do MPD ao poder e as consequências que tal regresso acarretaria, relembrando a década de 90, os desmandos, as opções no que à justiça dizem respeito e os atropelos, em pleno regime democrático, pluripartidário. Costumo dizer, com desassombro, que idos são os anos 90. As instituições estão mais amadurecidas, a sociedade civil - ainda que falte muito para atingirmos o "ponto de rebuçado" - mais atenta, a comunidade internacional mais controladora, etc.
Na verdade, as minhas preocupações em relação ao regresso do MPD ao poder situam-se no campo da real alternativa ao poder, em termos de opções e de políticas. De tal forma que tiveram que (re)buscar a solução "Tchaplan"! Mas é a própria prática do partido da oposição que levanta estas preocupaões. Fazer oposição, por fazer, enquanto exercício formal e estrito está ultrapassado. Hoje cada vez mais a política se faz de ideias, alternativas e "sentido de Estado".
A minha reflexão vem a propósito do novo impasse em torno da revisão Constitucional. A questão levantada pelo MPD sobre a constituição do CSMJ, é uma falsa questão! O princípio da separação e interdependência de poderes faz com que os órgãos de soberania exerçam controle, ou o que se convém chamar de "check and balances", no qual interagem entre si. Daí o Presidente da República nomear o Primeiro-ministro, que responde perante o Parlamento. Portanto, nada mais natural que o CSMJ, seja formado por juízes; por cidadãos de provada idoneidade, eleitos pelo Parlamento e também indicados pelo Presidente da República, solução aliás que pode ser encontrada na Constituição Portuguesa. O sistema democrático poderá assim estar perante uma perversão, quando o CSMJ, não sendo um órgão de soberania, não eleito pelo sufrágio secreto, universal e directo, deixa com a composição unicamente de juízes ( e portanto susceptivel de corporativismo) de ter o crivo de 2 órgãos de soberania, directamente eleitos pelo povo. Já agora: o relatório do CSMJ é apreciado onde?

1.7.09

Gérson, corta essa...

O Gérson voltou...depois de cumprir uma ausência sabática: por precaução, por indicação médica ou por estratégia sugerida por suas "tropas". E tá aqui de novo, batendo um bolão, metendo o bedelho no que não conhece e não sabe de nada. Eh Gérson, vida dura essa de procurar um lugar ao sol, a gente se presta a cada uma né?! Até faz gracinha. Gérson, você não leva jeito pra isso! E o "pobrema" é que quem não consegue ser engraçado, se transforma... em "bobo da corte". Tenta criar um filme, faz de roteirista e fala até de transparência e rigor. Gérson, "rio que tem piranha, jacaré nada de costas", se liga "muleki" que quem anda fazendo filme aqui é você e o título vai ser: Gérson...o garganta funda!

EUA vs Médio Oriente

Obama foi ao Médio Oriente e sugeriu "um novo começo" entre os Estados Unidos e os muçulmanos de todo o mundo, e afirmou que "o ciclo de suspeitas e discórdia precisa terminar". Acrescentou ainda que os EUA"não estão nem nunca estarão" em guerra contra o Islã, mas advertiu que seu país fará de tudo para enfrentar extremistas que representem uma ameaça à segurança do país.
De imediato as reacções se fizeram sentir:
1."O governo israelense expressa sua esperança de que o importante discurso do presidente Obama leve a uma nova era de reconciliação entre o mundo árabe e muçulmano e Israel."
2. Mahmoud Abbas - porta voz da Autoridade Palestina
"A parte do discurso de Obama relativa à questão palestina é um passo importante em direção a um novo começo. Mostra que existe uma política americana nova, diferente, em relação à questão palestina."
3. Ayman Taha, porta-voz do Hamas na Faixa de Gaza
"Falar a respeito de uma política de guerra contra o extremismo e do trabalho para a criação de dois Estados para as pessoas nas terras palestinas não é diferente da política de seu predecessor, George W. Bush."
4. Hassan Fadlallah, legislador do Hezbollah no Líbano
"O mundo islâmico não precisa de sermões morais ou políticos. Precisa de uma mudança fundamental na política americana"
Eu digo que é preciso passar das palavras à acção: retirada do Iraque e Afeganistão, abordagem do proceso de paz numa perspectiva humanista e não economicista de controle da produção do petróleo, flexibilização dos regimes e discursos dos líderes muçulmanos e árabes, envolvimento de todos os actores dos conflitos. Os EUA e acomunidade internacional terão que jogar um papel fundamental e estratégico nesse dossier que não seja pelo fomentar do tipo de oposição que assistimos nos últimos dias no Irão. Com essa tática o resultado será exactamente o contrário do que se quer, ou seja, o endurecimento dos discursos e dos regimes, perpetuando radicais no poder.